sexta-feira, 1 de junho de 2012
Vinhos “divertidos”: conheça alguns rótulos criativos
Há quem acredite que rótulos de vinho são como capas de livro. Ou seja, são capazes de traduzir muito do líquido que há na garrafa e de nos seduzir ainda na prateleira.
Verdade ou não, vale a pena conferir alguns dos rótulos mais criativos do mercado:
Frank B, etiqueta com uma mensagem customizável.
Lembrando quadrinhos: wine labels.
Passarinhos: The Logan Weemala Wine Collection.
Embarque para a Austrália com este Shyraz.
Return of the Living Red é uma brincadeira que faz alusão aos filmes clássicos de terror. Para enfatizar, a rolha é coberta por uma cera cor de sangue e o cartão, que funciona como rótulo, conta a história de terror.
O Mini Garage Wines and Brandies tem um conceito literal, pois é produzido em uma loja de tratores na Alemanha. Apesar da dúvida quanto a capacidade de preservar o vinho, esta garrafa é, sem dúvida, muito criativa.
Francis Ford Coppola se lembra dos galões de vinho que seu pai guardava no porão. Um dia, quando pequeno, tentou carregar um dos galões passando um pincel pela alça. O pincel quebrou e, consequentemente, o galão também. Para homenagear o pai e reviver a infância, ele criou esta garrafa. A etiqueta traz partituras escritas pelo pai, Carmine.
Para quem curte o terma circo.
E para finalizar, uma viagem às raízes da rotulagem do vinho.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Vinho tinto Português ganha Concurso Mundial de Bruxelas 2012
O Poliphonia Signature 2008, produzido no Alentejo
pelo Gestor e Empresário Henrique Granadeiro, foi considerado o melhor
vinho tinto do Concurso Mundial de Bruxelas 2012.
O vinho é elaborado com base na casta Alicante Bouschet,
fermentado em lagares de mármore e que estagiou cerca de 15 meses em barricas
de carvalho Francês", disse o enólogo responsável pelo Poliphonia
Signature, Pedro Baptista.
A 19.ª edição do concurso ocorreu no início do mês. Além da vitória do vinho Poliphonia Signature, dez vinhos portugueses foram premiados com grandes medalhas de ouro. Seis desses vinhos são alentejanos.
Confira a lista dos portugueses premiados:
ALENTEJO :
- Poliphonia
Signature 2008
- Encostas de
Estremoz Reserva 2009
- Herdade das Servas
Touriga Nacional 2008
- Monsaraz Premium
2008
- Monte das Servas
Colheita Selecionada 2009
- Palpie 2008
TEJO:
- Cardal 2010
- Portal da Águia
2010
- Quinta de Lagoalva
Castelão e Touriga 2010
- Quinta de S. João
Baptista 2010
O Concurso 2012 reuniu quase 8.400 vinhos de 50 Países
produtores.
Foram atribuídas 2435 medalhas e a França mantém a sua
posição de líder com 670 medalhas seguida da Espanha (461), Portugal (297),
Itália (257), Chile (160), África do Sul (98), Suiça (65) e Austrália (57).
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Como conservar um vinho depois de aberto
O vinho é uma bebida que pode ser conservada por anos a fio sem perder a qualidade e, em muitos casos, ainda ter o seu sabor consideravelmente melhorado. Mas depois de retirada a rolha, o caminho para o declínio é inevitável: o vinho estraga em questão de dias.
E então, como conservar uma garrafa aberta que está pela metade? De acordo com as dicas do Sommelier Wine, cada caso é um caso. Confere só:
Vinhos espumantes, champagnes e proseccos
Depois de aberto, não importa o quão caro e bom seja, o vinho espumante não dura nada. Não há como conservá-lo depois de retirada a rolha porque o gás carbônico evapora facilmente em algumas horas. O vinho não estraga de um dia para o outro, mas perde completamente o gás e os aromas. Então, se abrir um espumante, champagne ou prosecco, beba tudo.
Vinhos brancos
O vinho branco, de modo geral, dura menos do que os tintos. Mas depois de aberta a garrafa, o vinho pode ser guardado de um dia para o outro com poucas perdas, desde que em local frio. Quanto mais quente for o ambiente onde está a garrafa, mais rapidamente os aromas evaporam e o vinho oxida.
Vinhos rosados
São ainda mais perecíveis do que os vinhos brancos. Prefira não guardar, mas se sobrar, guarde em local frio.
Vinhos tintos
Há tintos leves e tintos encorpados. Os vinhos leves, de consumo casual para o dia-a-dia, suportam até um dia depois de abertos. Já os tintos mais intensos, carnudos, taninosos e alcoólicos suportam até dois dias, depois disso começam a oxidar.
Late harvest
Os vinhos de colheita tardia podem ser leves e delicados ou intensos e ácidos, doces e alcoólicos. Os leves suportam bem dois dias e os mais intensos até quatro dias, desde que em local frio.
Vinho do Porto e fortificados
A lenda diz que vinho do porto dura meses aberto. Mas isso é uma mentira, e muitos restaurantes oferecem vinhos estragados para seus clientes que não são capazes de perceber isso, pois acham que o vinho “é assim mesmo”. Não se engane em pensar que aquela sua garrafa de porto aberta há três meses no armário de bebidas está boa, pois não está. Os portos e fortificados, por possuírem maior teor alcoólico, podem durar até 10 dias. Alguns mais poderosos duram até 15 dias sem perda significativa de qualidade, mas para por aí. Depois disso, o que vem é a oxidação.
Dicas para melhor conservação
• Vinho armazenado em local frio e escuro conserva-se melhor que em local quente e luminoso;
• Nunca use a rolha que estava no vinho para tampá-lo de volta. A rolha saiu da garrafa, passou pela mão de várias pessoas e ficou sobre a mesa, deve estar suja e imprópria para servir de estanque. Prefira vedantes de metal, que devem estar sempre lavados e inodoros;
• A garrafa ficou sobre a mesa e passou de mão em mão. Portanto, higienize-a com pano limpo umedecido em álcool antes de colocá-la na geladeira;
• Evite guardar o vinho na porta da geladeira, pois é a área de maior impacto e agita demais o vinho, favorecendo a oxidação.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Vinhos para o Dia das Mães
O Dia das Mães já está aí. No próximo domingo é dia de homenagear a grande estrela da casa, incrementar o cardápio e, claro, pensar naquele vinho especial para fazer bonito na mesa.
E é óbvio que a gente não ia te deixar sozinho numa data tão importante quanto essa. Para dar uma ajuda na hora de escolher o grande destaque do menu de domingo, reproduzimos aqui as dicas do Sommelier Bruno Hermenegildo, consultor do grupo Art des Caves.
Dá só uma olhada nos selecionados:
Beyerskloof Pinotage Rosé Brut
Da região de Stellenbosch, na África do Sul, este espumante é elaborado pelo Método Charmant. Com uma fantástica cor rosa, demonstra toda a competência de Beyers Truter na elaboração de Pinotage de diversos estilos. Harmoniza muito bem com peixes e saladas. Premiadíssimo, possui 3 Estrelas de John Platter. Temperatura de Consumo: de 6ºC a 9ºC.
Beyerskloof Pinotage Rosé
Este Rosé da região de Stellenbosch está entre os melhores custos- benefício da África do Sul. De cor rosa intenso, é um vinho que impressiona pelos aromas de morangos e framboesas frescas, muito delicadas e de ótima persistência. Na boca, é intenso sem ser muito doce, tornando um vinho que pode ser consumido tanto como aperitivo quanto acompanhado de frutos do mar. Possui 3 Estrelas de John Platter. Harmoniza perfeitamente com peixes e aves. Temperatura de Consumo: de 8ºC a 10ºC.
Juno Rosé
Da região de Paarl, na África do Sul, este rosé de cor rosa claro é fresco e vivaz. Com um corte pouco comum, utiliza uvas como Grenache e Zinfandel. Com excelente acidez e ótima persistência, é um vinho para ser apreciado com frutos do mar ou até mesmo com queijos de massa mole como o Brie. Possui 87 Pontos e Best Buy pela Revista Wine Enthusiast. Temperatura de Consumo: de 14ºC a 16ºC.
Meerendal Sauvignon Blanc
Este branco de Durbanville, na África do Sul, elaborado com a famosa uva Sauvignon Blanc, é sem dúvida um vinho para o verão. Com grande frescor e excelente qualidade olfativa, é um dos rótulos mais consagrados desta uva no país. Para harmonizar, a dica são saladas e peixes. Possui 3 ¹/² Estrelas de John Platter. Temperatura de consumo: 8ºC a 10ºC.
Pinna Fidelis Roble
Se a intenção for presentear com um vinho encorpado, a melhor opção é esse tinto da região de Ribera Del Duero, na Espanha. Elaborado com uvas 100% Tempranillo, tem cor intensa, quase negra, e aromas de morangos, framboesas e leves notas balsâmicas e tostadas. Vai muito bem com massas e carnes vermelhas. Possui 87 pontos no Guia Peñin. Temperatura de consumo: 14ºC a 16ºC.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Os 10 melhores vinhos do ExpoVinis Brasil
Acaba de ser divulgada a lista dos dez melhores vinhos do Top Ten, uma das mais importantes provas do país realizada em paralelo à ExpoVinis Brasil, evento que encerrou nesta quinta-feira, dia 26.
Um seleto time de especialistas elegeu os melhores rótulos do evento em dez categorias.
Tintos, brancos, rosés e espumantes foram avaliados nas categorias Espumante Nacional, Espumante Importado, Branco Nacional, Branco Novo Mundo, Branco Velho Mundo, Rosado, Tinto Nacional, Tinto Novo Mundo, Tinto Velho Mundo e Fortificados e Doces.
Confira o resultado do Top Ten, com destaque para os vinhos portugueses premiados em duas categorias.
Categoria: Rosé
Nome: Château de Pourcieux Côtes de Provence
Produtor: Château de Pourcieux
Safra: 2011
País: França
Categoria: Tinto Novo Mundo
Nome: Bellingham - The Bernard Series Small Barrel S.m.v.
Produtor: Bellinghan
Safra: 2009
País: África do Sul
Categoria: Tinto Nacional
Nome: Testardi Syrah
Produtor: Miolo Wine Group
Safra: 2010
País: Brasil
Categoria: Tinto Velho Mundo
Nome: Casa de Santa Vitória Touriga Nacional
Produtor: Casa de Santa Vitória
Safra: 2008
País: Portugal
Categoria: Espumante Nacional
Nome: Quinta Don Bonifácio Habitat Brut
Produtor: Quinta Don Bonifácio
País: Brasil
Categoria: Espumante Importado
Nome: Lanson Brut Rosé
Produtor: Lanson
País: França
Categoria: Branco Velho Mundo
Nome: Trimbach Riesling Cuvée Frederic Émile
Safra: 2004
Produtor: Pierre Trimbach
País: França
Categoria: Branco Novo Mundo
Nome: Undurraga T.H. Sauvignon Blanc
Safra: 2011
Produtor: Viña Undurraga
País: Chile
Categoria: Branco Nacional
Nome: Sanjo Maestrale Integrus
Safra: 2010
Produtor: Sanjo
País: Brasil
Categoria: Doces e Fortificados
Nome: Medium Rich Single Harvest
Safra: 1998
Produtor: Henriques & Henriques
País: Portugal
Este ano, o evento contou com a presença internacional do português Luis Lopes, fundador e diretor da Revista de Vinhos, e Andrés Rosberg, presidente da Associação Argentina de Sommeliers.
Para compor o júri brasileiro participaram Jorge Carrara (revista Prazeres da Mesa e site Basilico), José Maria Santana (revista Gosto), Gustavo Andrade de Paulo (ABS-SP), José Luiz Alvim Borges (ABS-SP), Ricardo Farias (ABS-Rio), Mauro Zanus (Embrapa-RS), Marcio Oliveira (SBAV-MG), José Luiz Pagliari (SBAV-SP/Senac-SP), Roberto Gerosa (portal iG) e Celito Guerra (Embrapa).
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Vinho para alérgicos promete revolucionar o mercado
Os alérgicos ao vinho já podem saborear um branco sem medo de borbulhas ou comichões.
O desafio foi lançado pela produtora portuguesa Dão Sul, que procurava um vinho que não causasse intolerâncias e que pudesse assim, ser consumido por todos.
A investigação, única no mundo, é da Universidade de Aveiro, que introduziu um extrato de cascas de camarão na bebida.
O método promete revolucionar a indústria vinícola ao eliminar o anidrido sulfuroso, um composto químico ao qual nem todos reagem bem e que é adicionado em várias etapas da vinificação para evitar a degradação do vinho.
O coordenador da investigação na Universidade, Manuel Coimbra, explica que o segredo está na adição, em vez do sulforoso, de um polissacarídeo chamado quitosana que é extraído das cascas dos caranguejos e dos camarões. O professor ainda acrescenta que a substância também pode ser extraída de fungos.
E o mais legal de tudo é que, segundo alguns enólogos, o vinho fica com melhor qualidade.
As garrafas com o vinho sem o anidrido sulfuroso já estão sendo produzidas, segundo Osvaldo Amado, da Dão Sul. No entanto, estão ainda à espera de aprovação para poderem ser vendidas, o que deve acontecer em breve.
As garrafas deverão conter um selo informando a ausência do químico.
Até agora, o método apenas foi aplicado no vinho branco, por este ter maiores quantidades do químico alergénico. Porém já está em estudo a adaptação aos espumantes.
O desafio foi lançado pela produtora portuguesa Dão Sul, que procurava um vinho que não causasse intolerâncias e que pudesse assim, ser consumido por todos.
A investigação, única no mundo, é da Universidade de Aveiro, que introduziu um extrato de cascas de camarão na bebida.
O método promete revolucionar a indústria vinícola ao eliminar o anidrido sulfuroso, um composto químico ao qual nem todos reagem bem e que é adicionado em várias etapas da vinificação para evitar a degradação do vinho.
O coordenador da investigação na Universidade, Manuel Coimbra, explica que o segredo está na adição, em vez do sulforoso, de um polissacarídeo chamado quitosana que é extraído das cascas dos caranguejos e dos camarões. O professor ainda acrescenta que a substância também pode ser extraída de fungos.
E o mais legal de tudo é que, segundo alguns enólogos, o vinho fica com melhor qualidade.
As garrafas com o vinho sem o anidrido sulfuroso já estão sendo produzidas, segundo Osvaldo Amado, da Dão Sul. No entanto, estão ainda à espera de aprovação para poderem ser vendidas, o que deve acontecer em breve.
As garrafas deverão conter um selo informando a ausência do químico.
Até agora, o método apenas foi aplicado no vinho branco, por este ter maiores quantidades do químico alergénico. Porém já está em estudo a adaptação aos espumantes.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
The Vines of Mendonza: a chance de produzir seu próprio vinho
A partir de uma área de 400 hectares no Vale de Uco, na região de Mendonza, na Argentina, nasceu o Vines of Mendoza - primeiro loteamento de vinhas da Argentina.
O local foi dividido em 100 lotes (de 1,2 a 4 hectares cada) que, depois de vendidos, são cultivados e transformados em pequenas vinhas particulares.
De acordo com o texto de Lilian Cunha, jornalista do Estado de S. Paulo, não é preciso contratar empregados ou comprar produtos agrícolas para tocar a plantação: The Vines se encarrega de toda mão de obra e também da destinação da uva produzida.
As uvas podem ser vendidas para vinícolas da região ou então destinar a produção para uma vinícola própria do empreendimento onde os proprietários podem produzir seu próprio vinho.
Nos dois primeiros anos após a compra do lote, o proprietário não paga pela manutenção das vinhas. Depois, é cobrada uma anuidade de US$ 7 mil por hectare (mais impostos) - um valor mais alto que a média de custo das vinhas locais, que é de US$ 5,5 mil. A vantagem estaria no fato de o proprietário não precisar contratar mão de obra, fazer irrigação, limpar as parreiras ou supervisionar os trabalhos.
A chance de ter sua própria vinha, cultivar suas uvas e criar um vinho personalizado parece um sonho de consumo para os brasileiros: somos o segundo maior grupo dentro do Vines.
Por enquanto, só ficamos atrás dos americanos, que possuem 60 dos 100 lotes. Ficou entusiasmado? Então acessa o site do Vines of Mendonza.
O local foi dividido em 100 lotes (de 1,2 a 4 hectares cada) que, depois de vendidos, são cultivados e transformados em pequenas vinhas particulares.
De acordo com o texto de Lilian Cunha, jornalista do Estado de S. Paulo, não é preciso contratar empregados ou comprar produtos agrícolas para tocar a plantação: The Vines se encarrega de toda mão de obra e também da destinação da uva produzida.
As uvas podem ser vendidas para vinícolas da região ou então destinar a produção para uma vinícola própria do empreendimento onde os proprietários podem produzir seu próprio vinho.
Nos dois primeiros anos após a compra do lote, o proprietário não paga pela manutenção das vinhas. Depois, é cobrada uma anuidade de US$ 7 mil por hectare (mais impostos) - um valor mais alto que a média de custo das vinhas locais, que é de US$ 5,5 mil. A vantagem estaria no fato de o proprietário não precisar contratar mão de obra, fazer irrigação, limpar as parreiras ou supervisionar os trabalhos.
A chance de ter sua própria vinha, cultivar suas uvas e criar um vinho personalizado parece um sonho de consumo para os brasileiros: somos o segundo maior grupo dentro do Vines.
Por enquanto, só ficamos atrás dos americanos, que possuem 60 dos 100 lotes. Ficou entusiasmado? Então acessa o site do Vines of Mendonza.
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